🛑 Ubuntu: De "Linux para Seres Humanos" a "Linux da Corporação"
Houve um tempo em que o Ubuntu era a recomendação unânime para iniciantes. Hoje, muitos usuários experientes migram para Debian, Fedora ou Linux Mint. O motivo não é a dificuldade, mas sim uma decisão arquitetural controversa da Canonical: a imposição dos pacotes Snap.
| 📊 O Custo Técnico do "User Friendly" | |
|---|---|
| 📦 Gerenciamento | APT (Nativo) vs Snap (Forçado/Proprietário) |
| 🐌 Performance | Cold Boot lento devido à descompressão SquashFS |
| 💾 Storage | Poluição da tabela de montagem (Loop Devices) |
A Polêmica dos Snaps: Por que Incomoda Tanto?
Diferente do Flatpak (que é descentralizado) ou dos pacotes nativos .DEB, o Snap tem um "backend" proprietário controlado 100% pela Canonical. Para um SysAdmin que valoriza a soberania dos dados e o Código Aberto, isso é um sinal vermelho.
Snaps são imagens de sistema de arquivos compactadas (SquashFS). Toda vez que você abre a Calculadora ou o Firefox, o sistema precisa montar e descomprimir essa imagem. O resultado? Um atraso perceptível na abertura, especialmente em HDDs.
Se você rodar um simples comando lsblk ou df -h no Ubuntu moderno, verá dezenas de "loop devices". Cada Snap instalado cria um drive virtual, sujando a visão clara do particionamento do servidor.
O ponto de ruptura para muitos foi quando a Canonical configurou o comando apt install chromium para instalar o Snap do Chromium silenciosamente, ignorando a vontade do usuário de usar o pacote nativo.
O Cenário no Terminal
Para um administrador que precisa verificar o espaço em disco rapidamente, o Ubuntu transformou uma tarefa simples em uma leitura poluída:
NAME MAJ:MIN RM SIZE RO TYPE MOUNTPOINT
loop0 7:0 0 63.3M 1 loop /snap/core20/1822
loop1 7:1 0 49.8M 1 loop /snap/snapd/18357
loop2 7:2 0 91.9M 1 loop /snap/lxd/24322
... (mais 15 linhas de loops irrelevantes para o hardware) ...
sda 8:0 0 500.0G 0 disk
É por isso que o Linux Mint (baseado no Ubuntu) bloqueia a instalação do Snap por padrão e o Pop!_OS foca em Flatpak e .DEB. Eles devolvem o controle ao usuário. Se você quer a base estável do Ubuntu sem as decisões corporativas, essas são as rotas recomendadas.
Conclusão: Ferramenta Certa para o Trabalho Certo
O Ubuntu não é "ruim". Para servidores corporativos com suporte pago (Ubuntu Pro), ele é excelente. Mas para usuários que buscam a filosofia Linux de liberdade total e performance otimizada, ele se tornou pesado e intrusivo.
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